Angelo Almeida foi o convidado da 2ª edição do programa Política Na Geral
17/12/2018 10:33 em NOVIDADES

Por:  Walace Almeida/FE

Foto: Reginaldo Júnior / Rádio Geral

Dentre vários assuntos, Angelo comentou sobre a possibilidade de se candidatar a prefeito de Feira em 2020: “já há sinais de que os moradores já estão desconfiados desse sistema que já está ativo há 20 anos”

Na manhã da última sexta-feira (14), aconteceu a segunda edição do programa Política Na Geral, sob o comando do colunista Humberto Cedraz e do radialista Luiz Santos, âncora do programa Levante a Voz, da Rádio Sociedade News. O convidado do dia foi o deputado estadual, Angelo Almeida, que explanou sobre diversos assuntos após perguntas dos apresentadores supracitados.

Inicialmente, Humberto Cedraz questionou o deputado sobre um levantamento feito pelo deputado Targino Machado que apontava que a supressão dos cargos comissionados por parte do governo estadual não foi sinônimo de economia: "onde está a verdade?". Em resposta, Angelo afirmou que acredita no governo do qual faz parte. Segundo ele, a partir dos estudos feitos, foi constatado que era necessário suprimir os cargos.

"As mudanças foram realizadas, sobretudo a partir do aspecto importante que é o estudo da máquina, o estudo de como funciona o governo. Não é só a questão da economia e do recurso, é a eficiência da gestão pública. Foi com este modelo de governo, implementado, sobretudo, por Rui, em momento de crise que enfrentamos nos últimos quatro anos, que o governo funcionou e vem acertando. Acertando porque não é à toa que, dentre os estados da federação, a Bahia é um estado privilegiado, pois conseguiu fazer investimentos no setor de infraestrutura, de saúde, de educação, de segurança pública. Quando o governo faz as suas avaliações, baseado em estudos, não é passar uma régua como Targino me parece que fez, e fazer continha de matemática. Não funciona assim. Acredito no meu governo, no meu governador, e acredito que em estudos feitos com profundidade, com técnicos responsáveis, apontam que o necessário é dar mais eficiência à máquina do estado", disse.

Em seguida, Luiz Santos explanou uma dúvida frequente nos debates políticos: "Sabemos que o estado enfrenta dificuldades financeiras. Por que o governo não falou isso antes? Pregava uma coisa e agora revela as dificuldades?", e Angelo respondeu, explicando que todo o país passa por uma grande crise, mas a Bahia não foi tão afetada "por conta da eficiência do governo".

"É uma crise nacional e passamos também por ela. Essa crise se aplica na retração de economia, que gera desemprego, diminuição de consumo, inibição de investimento privado, e isso faz queda na arrecadação. A diferença na Bahia é a seguinte: quando gera queda na arrecadação, gera diminuição do investimento público. O governador e a sua equipe quebraram esse paradigma. Na Bahia, não houve diminuição de investimento público, e, com isso, deu à Bahia a condição de ser um estado que não sofreu tanto com relação a demais estados. O governo vem, com eficiência, se organizando para enfrentar os próximos quatro anos. Essas mudanças que o governador apresenta são justamente para buscar dar sustentabilidade aos quatros anos que vêm pela frente", completou.

A presidência da Assembleia Legislativa também foi assunto discutido no estúdio da Rádio Geral. Humberto Cedraz perguntou ao convidado se "O governador vai se dobrar à irresponsabilidade do presidente da Alba, Coronel, com o rombo no orçamento que precisa de suplementação na Casa". Angelo foi sucinto: "Tenho certeza de que a suplementação não será do tamanho que Coronel está apresentando. Deve haver, sim, mas não sei ainda quanto será. Rui não permitirá uma suplementação com um valor tão alto. Eles pedem quase 50 milhões. Coronel está tomando as medidas que ele acha que deve tomar, que é pedir. Não sabemos se Rui vai atender, mas quem tem boca pede o que quer", comentou.

Luiz Santos registrou um fato e em seguida fez um questionamento: "Se Rui liberar para Alba, ele tem que liberar para o judiciário. Nesse momento de contenção de despesas, qual é a sua visão? É coração de mãe: sempre cabe mais um?". Mais uma vez, breve, Angelo deu a sua opinião. Ele prefere aguardar. "É uma decisão que cabe ao governador, mas que não foi tomada ainda. Estamos aguardando o que deverá vir".

Ainda falando da Assembleia, o radialista perguntou sobre o novo presidente da Casa para 2019. O deputado opinou sobre Nelson Leal, deputado que está quase consolidado ao cargo. "Nelson Leal é preparado, extremamente preparado, e já está quase certo que ele será o próximo presidente da Alba nos próximos dois anos, sem nenhum problema". Cedraz também comentou e opinou sobre o nome de Leal para assumir a presidência. "Eu posso atestar que Nelson é um deputado que se enquadra. É direito, habilidoso, honra a palavra e é de bom trato. Acho que a escolha recaiu sobre o nome que tem as condições morais, além da competência e experiência parlamentar para dirigia a assembleia", disse.

Angelo Almeida aproveitou um outro questionamento de Luiz Santos para comentar a situação de vereadores de Feira de Santana. Ao responder "o que faltou para conseguir ser êxito nas eleições 2018", Angelo disse: "Trabalho não faltou. Trabalhei muito. Sabia que tinha dificuldades em Feira, porque, à medida que assumimos o mandato, não tínhamos a estrutura dos demais candidatos. Eu sabia que em Feira eu tinha perdido algumas condições políticas, sobretudo, por falta de espaço político", e alfinetou. "Além disso, em Feira existe vereador ranqueado por empregos. Uns com 50, outros com 100, com 200, até de 500. Esse humilde deputado tinha dificuldades em Feira".

Outro ponto discutido foram as eleições municipais de 2020. Angelo comentou sobre a possibilidade de uma eleição para prefeito de Feira. Ele revelou conversas com fortes nomes políticos e diz que "a população está desconfiada do sistema presente".

"Estou dialogando com todo mundo e conversaremos sobre essa oportunidade. Já procurei Pablo, Tourinho, Sérgio Carneiro, somos amigos, temos relações, pontos de afinidade, conversarei com Geílson. Há uma oportunidade de construir uma frente política, um novo campo político em Feira e ele vai ser visto na cidade. Há a tendência de ter um cansaço da população acerca desse governo que aí está. Infelizmente, me parece que Colbert está sendo absorvido pelo sistema cansado e isso vai gerar um ambiente político. Não dá para estipular nomes. Gostei muito do que ouvi de Beto Tourinho, há uma convergência quase que absoluta entre as nossas leituras. Precisamos juntar essas pessoas que têm credibilidade na cidade e sentar para conversar e começar desenhar esse novo modelo para Feira de Santana. Temos que fazer que desses nomes, para que deles, saia um candidato", concluiu.

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