Carlos Geílson comenta sobre disputa pela Prefeitura
24/12/2019 12:04 em NOVIDADES

 

Por: Walace Almeida

O radialista, ouvidor-Geral do Estado e ex-deputado estadual, Carlos Geilson esteve, na manhã da última segunda-feira (23), no estúdio da Rádio Geral, para falar sobre política. Em entrevista concedida ao jornalista Reginaldo Júnior e ao articulista político e radialista, Humberto Cedraz, Geilson comentou sobre como está encarando a política atualmente.

“Estou muito confortável. Tenho andado pela cidade, como no último domingo, quando fui ao Tomba, à Baraúnas, Jardim Cruzeiro, Tiquaruçu, Gabriel e encerrei no Tomba de novo. Estou estimulado, sendo abraçado e acarinhado pela população. Tem sido gratificante. Não sou de ficar em casa esperando as coisas caírem do céu, não fico de braços cruzados. Vou atrás do eleitor, mas faço isso independentemente de ser candidato ou não, essa é minha rotina e eu faço com prazer. O político deve fazer isso, sentir de perto os problemas do povo”, disse.

Como não poderia ser diferente, o ex-deputado falou sobre a eleição do ano que vem. Segundo ele, Feira de Santana tem quatro candidatos com musculatura, e por isso, tudo pode acontecer.

“Pela pesquisa divulgada pelo Folha do Estado, Feira tem quatro nomes com musculatura para disputar a eleição para prefeito e embaralhar o jogo. Pode dar tudo. De repente, quem é favorito para o segundo turno pode vir a não ser mais, o povo pode cansar, ou a mensagem não ser bem aceitar pelo eleitor. Será uma eleição muito interessante. Historicamente, Feira sempre fica com dois candidatos polarizando, mas os outros que não fazem parte nem de um espectro e nem de outro, podem, em 2020, romper essa barreira, e o eleitor pode galvanizar que não esteja tão sintonizado com um segmento que não manda nem no Estado nem no município. Então, será interessante de se ver”, afirmou.

 

Geilson ainda não definiu para qual partido irá. Segundo ele, diversas legendas já o procuraram, mas ainda não há nada certo. Segundo ele, o seu destino será um partido que lhe dê liberdade de expressão e pensamento livre.

“Eu estou muito calmo, sem precipitação para escolher o partido para o qual irei. Não existe partido puro, são todos feitos de gente, e gente comete deslize. Nenhum partido é sã e salvo, sem qualquer observação por parte do eleitor. Independente disso, tenho tido conversas onde posso adequar melhor a minha forma de fazer política. Já recebi convites de diversos partidos: PSB, de Lídice da Mata e Angelo Almeida; recebi convites do deputado Sargento Pastor Isidório, do Avante; recebi do PDT; recebi sinalização do PL; do Podemos; PTC; recebi sondagem do PP. Quero que a escolha do partido recaia onde eu possa ter liberdade de expressão, caminhar com pensamento livre”, citou.

Abril é o mês que ele deverá decidir para qual legenda irá, mas o deputado promete anunciar o partido antes disso. “Eu terei que defi nir isso até o início de abril, mas antes disso eu escolherei. No meu coração, as coisas estão fi cando claras, mas ainda não gostaria de explicitar, de tornar público esse sentimento. As coisas estão se materializando, o processo vai ganhando contorno, cara, corpo, então, em breve, todos terão conhecimento. Será uma opção dentro do que eu penso em termos de política, talvez não contemple todo que eu penso, mas talvez, a maioria do que acho correto da vida pública”, completou.

Carlos Geilson já tem até um nome para ser o seu vice no próximo pleito. Este nome, porém, não foi divulgado na entrevista. O radialista afirmou que prefere, primeiramente, conversar com a tal pessoa em particular para, posteriormente, fazer o anúncio publicamente.

“Essa semana eu estava pensando numa pessoa, e ela nem sonha que penso nela. A Rádio Geral tem uma grande audiência, então eu não posso tornar público na imprensa, prefi ro manter o mistério e conversar pessoalmente. Nada é descartado”, exclamou.

Chapas de vereador

De acordo com o ouvidor-Geral, uma chapa de vereadores com o PTC já está fechada, mas outras ainda poderão surgir. Ele afirmou que está aberto a alianças.

“Temos uma chapa fechada, a do PTC, fecharemos uma outra, do Podemos, e, provavelmente, fecharemos também em outro partido. Provavelmente, disputaremos a eleição com três chapas à Câmara Municipal, mas claro que poderemos ter mais, caso outros partidos declararem apoio a nós. Estou aberto às alianças e, graças a Deus, não faltam partidos que nos convocam para reuniões para discutir essa possibilidade”, relatou.

Encontros com Zé Ronaldo

Geilson chegou a afi rmar que seu nome está sendo associado a diversas Fake News, no que concerne à sua relação com o ex-prefeito de Feira, José Ronaldo de Carvalho. De acordo com o radialista, ele se encontrou, sim, com o ex-gestor, mas política não foi pauta em nenhum momento da conversa.

“Tenho sido vítima de Fake News. Já disseram que eu me encontrei com Ronaldo em diversos locais. Na última sexta-feira, me encontrei com ele num evento, mas até agora, não falei com ele de política. Eu fui visitar um amigo, e por coincidência, José Ronaldo também. Nos cumprimentamos e foi só. Não comentamos nada sobre política. Isso é tudo Fake News. Fazemos política intensamente, então a possibilidade de nos encontrarmos é grande”, disse.

Possibilidade de ser vice

O articulista político e radialista, Humberto Cedraz, questionou a Geilson sobre uma possível vice-candidatura a prefeito, apoiando Colbert, Targindo ou o próprio Zé Neto, caso fosse convidado por Ronaldo. Prontamente, Geilson negou.

“Eu não aceitaria ser vice de nenhum dos três. Eu cresci na pesquisa, sozinho, andando para cima e para baixo. Por que eu abriria mão de ser candidato para ser vice, que nem gabinete tem? O que um vice terá na gestão de Colbert ou de Zé Neto, por exemplo? Eu não dependo da política, mas gosto de estar nela. O que leva o pão para minha casa é o meu trabalho no rádio. Como deputado, eu tinha um patamar de vida, hoje eu tenho outro, se amanhã eu tiver o mesmo patamar, tudo bem, mas se não, tudo bem também”, exclamou.

Apoio dos vereadores

Carlos Geilson falou também sobre as manifestações de apoio dos vereadores da cidade. Ele afirmou que não pode exigir sacrifícios dos edis, já que vários possuem cargos dentro do governo do município, mas caso se sintam incomodados na base atual, serão recebidos de braços abertos.

“Muitos sinalizaram, mas não sou irresponsável de exigir sacrifícios deles. Eles têm cargos no governo, tenho amizade forte com alguns, mas eu não posso exigir isso deles, esse apoio, para que eles arriscassem os cargos que têm no município. Para os que se sentirem incomodados no governo, estarei com os braços abertos”, declarou.

 

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